Seis das oito atividades pesquisadas tiveram taxas negativas em agosto, com destaque para outros artigos de uso pessoal e doméstico.

As vendas no varejo recuaram 3,1% em agosto, na comparação com julho, informou o IBGE na quarta-feira (6/10). O resultado é o pior para o mês de toda a série histórica, iniciada em 2000. A disparada da inflação, que fez subirem os preços dos alimentos, combustíveis e energia, reduziu o ímpeto do consumo e afetou o comércio varejista.

Os dados vieram muito piores do que as estimativas do mercado financeiro, que esperavam alta de 0,7% para o setor. Com isso, a leitura preliminar é de que o PIB de 2021 e 2022 deve ser revisado para baixo.

“A mistura de inflação persistente com atividade fraca vai jogar ainda mais pressão sobre a classe política para tentar ‘fazer algo’ e isto pode gerar ruídos ao longo dos próximos dias. A dinâmica se torna mais desafiadora”, comenta o economista-chefe da Necton Investimentos, André Perfeito.

Seis das oito atividades pesquisadas tiveram taxas negativas em agosto, com destaque para outros artigos de uso pessoal e doméstico, que tombaram 16,0%. Essa atividade é composta por grandes lojas de departamento, por exemplo.

Outro dado que chama atenção são os números de um dos setores que mais cresceu durante a pandemia da Covid-19: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação. Em agosto, o setor despencou 4,7%.

O de combustíveis e lubrificantes (-2,4%) também caiu, assim como o de móveis e eletrodomésticos (-1,3%). Além disso, hipermercados e supermercados tiveram queda, com baixa de 0,9% no mês.

Fonte: Metrópoles