Durante coletiva, de sexta-feira (18/6), a cientista-chefe da entidade, Soumya Swaminathan, destacou transmissibilidade da cepa.

A variante Delta do coronavírus, identificada pela primeira vez na Índia, tem se tornado dominante no mundo, disse durante coletiva de imprensa, nesta sexta-feira (18/6) a cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan.

Segundo Soumya, por ter uma transmissibilidade maior, a variante tem se espalhado com muita velocidade. “A variante Delta está prestes a se tornar a variante dominante global por causa de sua maior transmissibilidade”, afirmou. Na Europa, especialmente no Reino Unido, a mutação ameaça as medidas de flexibilização previstas para o verão.

Brasil
Durante a coletiva, a diretora-geral assistente da OMS, Mariângela Simão, afirmou que a situação do Brasil durante a pandemia é vista “com muita tristeza” pela agência internacional de promoção à saúde.

O Brasil se aproxima de 500 mil mortes provocadas pela Covid-19 – atualmente, são 496 mil vítimas fatais -, de acordo com ranking da Universidade Johns Hopkins. Para Simão, que é brasileira, o país precisa “reforçar as medidas preventivas de saúde pública” como, por exemplo, o uso de máscaras e o distanciamento social.

Máscaras
Em uma referência clara à recente declaração do presidente Jair Bolsonaro de que retiraria a obrigatoriedade da máscara para os que já se vacinaram ou pegaram a doença, ela afirmou: “Sei que há, no momento, no país, uma controvérsia sobre o uso de máscaras. Essa continua sendo uma orientação da OMS, máscaras devem ser usadas de forma consistente sempre que não for possível manter distanciamento físico”, afirmou.

Como aspecto positivo, ela destacou a iniciativa do Ministério da Saúde para diversificar as opções de vacinas disponíveis à população e a aceleração do ritmo de vacinação no país.

Fonte: Metrópoles