O uso da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) pode amenizar os sintomas mais graves do coronavírus, diminuindo as chances do paciente ser intubado. É o que apontam os dados iniciais de uma pesquisa feita pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A pesquisa começou em agosto do ano passado e envolveu 400 voluntários em Florianópolis. Uma parte do grupo recebeu a vacina tríplice viral que faz parte do calendário nacional de imunização. A outra parte dos voluntários recebeu um placebo.

O estudo aponta que entre os participantes que foram diagnosticados com a Covid-19, 83% ficaram assintomáticos. Entre os que tomaram placebo, o índice caiu para 50% sem sintomas.

Diante disso, os primeiros resultados enchem de ânimo os cientistas, que calculam que a vacina tríplice viral pode, sim, diminuir a gravidade do coronavírus.

Para o coordenador do projeto, o médico Edison Fedrizzi, embora longe de ser definitiva, a evidência apontada pelo resultado preliminar mostrou que a vacina tríplice pode proteger contra a evolução da doença ou mesmo ajudar na prevenção.

A pesquisa tem outras etapas a serem cumpridas, que estão previstas para serem realizadas até dezembro de 2021.

Embora não tenha sido publicada em nenhuma revista científica, a pesquisa pode ser uma solução temporária para milhões de brasileiros enquanto a vacina contra o coronavírus não está disponível.

Vale lembrar que a vacina tríplice viral faz parte do calendário nacional de vacinação e está disponível na maioria das unidades básicas de saúde espalhadas pelo País.