O Brasil poderá produzir a vacina contra o coronavírus criada pela universidade de Oxford e pela empresa biofarmacêutica AstraZeneca.

A negociação entre o governo Federal e a universidade está em fase adiantada e a produção da vacina no Brasil deve ser confirmada até o final da semana, informou hoje o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello.

A previsão da universidade de Oxford é que a vacina seja liberada pelos órgãos de saúde até o final de setembro. No Reino Unido, onde fica o centro de pesquisas da universidade de Oxford, a produção da vacina em escala industrial já começou, mesmo sem autorização do governo.

A certeza da eficácia da vacina é tão grande que a universidade começou a produção industrial. Quando os órgãos de saúde liberarem a comercialização, já haverão milhares de doses prontas para distribuição.

Se a parceria entre governo Federal e a universidade de Oxford for confirmada, os laboratórios da Fiocruz e da Biomanguinhos poderão produzir de forma antecipada a vacina, como já acontece no Reino Unido.

Na semana passada, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) recebeu doses da vacina de Oxford para serem testadas em voluntários brasileiros. A vacinação já começou e abrange profissionais da saúde que têm contato com pacientes com coronavírus.

A previsão é que a vacinação da população comece em outubro deste ano.