Preocupação se eleva à medida em que a batalha continua no porto ucraniano sitiado e que deve ser novamente intensificado nos próximos dias.

A Ucrânia está verificando nesta terça-feira, 12, relatos de que as forças bélicas da Rússia usaram armas químicas na cidade portuária sitiada de Mariupol. A informação foi repassada pela vice-ministra da Defesa, Hanna Malyar. “Existe uma teoria de que podem ser munições de fósforo”, disse ela em comentários televisionados. Na noite da última segunda-feira, 11, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky também falou que os russos poderiam recorrer a armas químicas ao reunir tropas na região leste de Donbas para um novo ataque a Mariupol. Entretanto, ele não confirmou se realmente já foram usadas.

Um dos relatos de uso de armas químicas na cidade portuária foi feito pelo fundador do Batalhão Azov da Ucrânia, Andriy Biletsky. Em mensagem compartilhada no Telegram, Biletsky disse que a Rússia usou uma substância venenosa de origem desconhecida, lançando-a com um drone sobre a fábrica de Azovstal. Ainda segundo ele, três pessoas ficaram feridas como consequência da ação. Estados Unidos e Grã-Bretanha também afirmaram que estão tentando verificar relatórios que podem indicar o investimento em produtos químicos por parte de Vladimir Putin.

A cidade de Mariupol é estratégica para a Rússia porque ela dá acesso ao Mar de Azov e também à Crimeia, que foi anexada ao território russo em 2014. A batalha na região pode estar chegando a uma fase decisiva, com fuzileiros navais ucranianos escondidos no distrito industrial de Azovstal. Autoridades internacionais consideram que, se os russos tomarem Azovstal, eles terão o controle total de Mariupol. A cidade já foi devastada por semanas de bombardeios que possivelmente mataram milhares de civis.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: JP Notícias