A prefeitura da cidade ainda estuda uma forma de celebração, um modelo virtual, sem aglomeração. Bem diferente do jeito tradicional de começar o ano novo.

A Prefeitura do Rio estuda alternativas para o réveillon na cidade. A tradicional festa, que reúne milhões de pessoas na praia de Copacabana, não vai acontecer em 2020. Neste sábado (25), as praias ficaram cheias, apesar das restrições que estão em vigor.

Ficar na areia, tomando sol, está proibido nas praias do Rio. Mesmo assim, muita gente saiu de casa para ver o mar, no sábado de inverno carioca, com calor de quase 30°C. Caminhada, natação e surfe estão liberados. A Polícia Militar orientou os banhistas sobre a proibição de permanecer na faixa de areia. Mesmo assim, alguns trechos estavam lotados.

A festa que fez a fama do lugar não vai reunir uma multidão na praia no dia 31 de dezembro. A Prefeitura do Rio ainda estuda uma forma de celebração, um modelo virtual, sem aglomeração. Bem diferente do jeito tradicional de começar o ano novo.

Há quase três décadas, a comemoração tem shows em vários palcos, espetáculo de luzes no céu, muitos brindes, pedidos para Iemanjá, abraços e beijos na hora da virada. Sem a proteção de uma vacina, como evitar a contaminação neste encontro, que no último réveillon reuniu três milhões de pessoas? A notícia já era esperada.

Quiosques na orla na Zona Sul tiveram aglomeração na sexta-feira (24) à noite. Muita gente bebendo e conversando sem máscara também nas ruas que concentram bares e restaurantes. A prefeitura afirma já ter emitido quase 400 multas por aglomeração e cerca de duas mil para quem não usava máscara.

O Parque Nacional da Tijuca também reforçou a fiscalização depois que frequentadores insistiram em descumprir as regras impostas para a reabertura. Na manhã deste sábado (25), uma fila imensa se formou na subida de uma trilha.

Na cidade que já perdeu quase oito mil pessoas nesta pandemia, o fim de 2020 promete esperanças e uma pausa para reflexão.

“Acho que com a família, em casa, tranquilo, recolhido. Até termos segurança de que a situação vai estar controlada, acho que é o melhor a fazer ficar mais em casa mesmo”, diz o advogado João Freire.

Fonte: G1