Aqui no Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirmou hoje à tarde que já foi comunicada sobre a suspensão

Os testes da fase três da vacina contra o coronavírus, que está sendo desenvolvida pela empresa AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, foram interrompidos nesta terça-feira (08) após uma suspeita de “reação adversa” em um voluntário do estudo.

A decisão foi publicada hoje pelo site Stat News, especializado em notícias sobre saúde.

O porta-voz da AstraZeneca disse que a suspensão foi uma ação rotineira que tem que ocorrer quando acontece um “efeito inexplicado” no estudo.
Ele afirmou que a empresa está “trabalhando para agilizar a revisão do evento para minimizar qualquer impacto potencial no cronograma do teste”.

Aqui no Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirmou hoje à tarde que já foi comunicada sobre a suspensão temporária dos estudos da vacina.

“O laboratório Astra Zeneca anunciou a paralisação do seu estudo global para vacina dovid-19. A decisão foi do próprio laboratório, que comunicou os países participantes sobre sua decisão”, disse a Anvisa por meio de uma nota enviada à imprensa.

O órgão afirma que aguarda pelo o envio de mais informações sobre os motivos da suspensão para analisar os dados e se pronunciar oficialmente sobre o assunto.

O Brasil é um dos países que participam da pesquisa sobre a “vacina de Oxford”, como ficou conhecida. Em julho, o ministério da Saúde fez um acordo entre a AstraZeneca e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para a produção do imunizante contra o coronavírus no País.

A previsão do governo federal é produzir 100 milhões de doses da vacina, caso ela tenha a sua eficácia comprovada contra a doença respiratória.

Outros países também têm estudos avançados para a produção da vacina. O Ministério da Saúde afirma que pode negociar com qualquer uma delas que se mostre eficaz contra o Covid-19.