Cirurgiões revelam que, além de recuperação rápida, o novo implante é mais seguro
Buscando tornar essa quinzena posterior ao procedimento um pouco menos limitante, uma nova técnica foi criada. Conhecida como prótese de mama de recuperação rápida, ela permite o retorno às atividades em menos de 24h. Resumindo, no dia seguinte à cirurgia, já é possível voltar a trabalhar, dirigir, lavar os próprios cabelos e até carregar 15kg sem quaisquer restrições.
O movimento de levantar os braços pode ser realizado ainda mais rapidamente, apenas alguns minutos após a intervenção.
“Batizada de Fast Track Recovery, a técnica foi desenvolvida pelo médico norte-americano John B. Tebbets no ano de 2002, mas só agora se popularizou no Brasil”, afirma o cirurgião plástico Cristian Haesbaert da Clínica CPlastica Brasilia
Segundo ele, o procedimento causa sangramento mínimo e menos trauma cirúrgico, dando mais autonomia às pacientes durante o processo de recuperação. “Isso graças à uma técnica refinada de implante, aliada a medicações anestésicas diferenciadas e fisioterapia desde o pós-operatório imediato”, explica.
A cirurgiã Milena de Carvalho, da clínica Lapidat, revela que a intervenção segue 14 passos de segurança. O protocolo rígido, além de garantir ótimos resultados, evita complicações a longo prazo e até torna a técnica mais confiável que a tradicional.
Apesar de proporcionar uma recuperação rápida e segura, a técnica não acelera o retorno da sensibilidade dos mamilos. “A cirurgia não traz nada de novo nesse sentido. A sensibilidade é um fator peculiar de cada paciente e varia muito de mulher para mulher”, elucida.
Por ser mais inovador e exigir mais habilidade do cirurgião, o procedimento é mais caro. Chega a custar o dobro que o convencional.
A duração das cirurgias é a mesma: 1h. A alta médica também é similar. Ambas costumam permitir que a paciente volte para casa dentro de 3h. As duas ainda são realizadas, na esmagadora maioria dos casos, através de uma incisão no sulco mamário, deixando uma pequena cicatriz.
Vale ressaltar que técnicas para aumentar os seios estão entre as mais procuradas no país — e seguem em ascensão. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica SBCP), quando os números de implantes mamários de 2018 e 2016 são comparados, é possível notar um crescimento de 9,3%.
Fonte: Metrópoles






