O Superior Tribunal de Justiça (STJ) ordenou, nesta sexta-feira (28), o afastamento imediato do governador Wilson Witzel do cargo. Ele é suspeito de envolvimento em irregularidades nas compras para a pandemia de Covid-19. Não há ordem de prisão contra o governador, mas o STJ determinou a detenção do ex-secretário de desenvolvimento do Rio de Janeiro, Lucas Tristão, que era braço direito de Witzel e uma pessoa muito ligada ao empresário Mário Peixoto, que foi preso durante a pandemia, e é um prestador de serviço que tem negócios com o governo do estado. Outro alvo é o Pastor Everaldo, que foi preso, e seu partido, o PSC, já liberou uma nota colocando o político à disposição e dizendo que “confia na Justiça”. Além disso, a polícia cumpre mandados de busca e apreensão contra a primeira-dama Helena Witzel, já que ela é sócia de um escritório que foi contratado por uma empresa suspeita de envolvimento nas irregularidades.

Segundo o repórter da Jovem Pan no Rio de Janeiro, Rodrigo Viga, a Polícia Federal está no Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governador, e no Palácio Guanabara, sede do governo do RJ, recolhendo materiais, documentos e eventuais provas que possam ajudar no andamento das investigações que têm como origem a colaboração premiada do ex-secretário de saúde Edmar Santos, além da Operação Placebo e Operação Favorito – ambas de maio deste ano. Cláudio Castro, vice-governador, assumirá o posto durante o afastamento de Witzel.

A Procuradoria-Geral da República informou que a operação foi batizada de “Tris in Idem” e que serão cumpridos 17 mandados de prisão – seis preventivas e 11 temporárias – e 72 de busca e apreensão. As ordens são cumpridas no Distrito Federal e em seis Estados: Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais. Também está sendo alvo de busca e apreensão um endereço no Uruguai, local onde estaria um dos investigados cuja prisão preventiva foi decretada.

Fonte: Jovem Pan