Relator disse que atos foram graves e que não se tratou de um mero ‘domingo no parque’. Ministro Nunes Marques, que votou em seguida, considerou que houve dano ao patrimônio, mas não viu crime de golpe de Estado.
No primeiro dia do julgamento dos réus dos atos golpistas de 8 de janeiro, Alexandre de Moraes cravou 17. Dezessete anos de cadeia.
A condenação é por 17 anos de prisão, sendo 15 anos e 6 meses de reclusão e 1 ano e 6 meses de detenção (regime aberto).
Moraes votou pela condenação pelos crimes de:
- abolição do Estado Democrático de Direito
- dano qualificado
- golpe de Estado
- deterioração do patrimônio tombado
- associação criminosa (veja o tempo de prisão por cada crime mais abaixo).
Moraes espera agora dar 22 anos para o cidadão que foi flagrado defecando no Planalto. “O mesmo que ele fez na urna, por isso vou apertar 22”, teria dito Moraes.
Moraes também esclareceu que quem derrubou o relógio não foi Mauro Cid. Esse vende, mas não derruba.
Defesa
Já a defesa do acusado argumentou que o caso não deveria ser julgado pelo STF e que o ministro Alexandre de Moraes deveria se declarar suspeito para julgar o processo.
Um dos advogados de defesa é o desembargador aposentado Sebastião Reis Coelho, suspeito de incitar atos golpistas e que se tornou alvo de apuração no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por conta da conduta.
Durante a fala no julgamento, Coelho alegou ser alvo de “intimidação”. “Eu não tenho nada a esconder e não me intimido com absolutamente nada”, afirmou.
Já quanto à defesa do réu, disse que não havia intenção de promover um golpe de Estado nos ataques de 8 de janeiro. Segundo a defesa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem estava em Brasília na data e não havia ninguém preparado para assumir o poder.





