Estudo mostra que 96% das entrevistadas já disseram para as crianças que não poderiam comprar algo e 99% explicaram os motivos.

Logo que Rafael, de 8 anos, e Júlia, de 5 anos, nasceram, a empresária Larissa Ejzenbaum decidiu que precisava impor limites aos pequenos. Quando vão ao supermercado, por exemplo, o combinado é que cada criança pode escolher apenas um item. No shopping, a regra oficial é não comprar. Não é sempre que as crianças aceitam as decisões dos pais de um jeito fácil, mas Larissa sabe que precisa insistir. “Muitas vezes eu falo não, não é a hora e aguento o choro, porque  tem choro. Eu acho que a gente tem que começar a passar a consciência e dos valor do dinheiro para os nossos filho desde pequeno, ensino que nunca vai ter tudo que quer na vida. Acho que tem que saber priorizar o que quer, o que não quer. E se quiser uma coisa mais cara, juntar”, afirmou. Assim como ela, uma pesquisa feita pela empresa de renegociação de dívidas Acordo Certo aponta que 74% das mães conseguem dizer não para as vontades dos filhos. Quase todas, ou seja, 96%, já disseram para as crianças que não poderiam comprar algo e 99% explicaram os motivos.

Neuropsicóloga e mestre em Psicologia do Desenvolvimento Humano, Deborah Moss afirma que uma boa saída é estabelecer combinados. “É fundamental essa educação financeira começar desde pequeno. As crianças têm muita vontades, elas sabem o que elas querem, mas não sabem o que precisam e nem o custo que é conseguir aquilo que têm de desejo. Não precisa antecipar que não vai comprar, você vai focar naquilo que está priorizando comprar.” A dica é importante para muita gente, já que, por outro lado, 67% das mães já deixaram de comprar alguma coisa de que precisavam para atender a algum pedido do filho. Outro destaque da pesquisa é que 57% das mães entrevistadas já compraram algum alimento que as crianças pediram mesmo mesmo sem ter dinheiro para isso.

Fonte: JP Noticias