Esta semana promete ser decisiva para as eleições municipais de 2020, pois o Congresso Nacional anunciou que analisará nos próximos dias a proposta de adiar o primeiro e o segundo turnos para escolha de vereadores e prefeitos em todo Brasil.

Líderes da Câmara e do Senado estão costurando há dias a proposta que transfere o primeiro turno da eleição para o dia 6 de dezembro. Segundo a proposta, nas cidades onde houver segundo turno, a votação será dia 20 de dezembro.

A posse de prefeitos permanece para o dia 1º. de janeiro, e a de vereadores para 1º. de fevereiro.

A mudança no calendário começou a ser ventilada no final de abril, quando autoridades ligadas ao processo eleitoral receberam pedidos de partidos políticos, defendendo o adiamento das eleições.

Nestes pedidos, foi argumentado que devido a crise de saúde provocada pelo coronavírus, o pleito programado para outubro e novembro corria o risco de não acontecer.

Os defensores do adiamento dizem que o calendário eleitoral programado pela Justiça Eleitoral já foi comprometido. Também existe a incerteza do tempo que vai durar a pandemia do coronavírus, tornando impraticável a eleição nos meses de outubro e novembro.

Também o existe o risco do alto número de abstenções causado por eleitores que não sentem-se seguros em se deslocar até os locais de votação, segundo já foi exposto pelo Congresso Nacional.

Vale lembrar que nas eleições de 2016, quando foram eleitos vereadores e prefeitos, a média de abstenção no Brasil foi de 22%, uma das maiores da história do País.

Ao transferir o pleito para dezembro, a Câmara e o Senado esperam que os efeitos da crise do Covid-19 já tenham passado e os eleitores sintam-se mais seguros em votar.