Em janeiro, o presidente Jair Bolsonaro reforçou a promessa de elevar para R$ 3 mil o limite de isenção, atualmente em R$ 1.903 mensais; no entanto, com pressão pelo retorno do auxílio emergencial, a alteração não deve acontecer.

A Receita Federal apresenta nesta quarta-feira as regras da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física. Em janeiro, o presidente Jair Bolsonaro reforçou a promessa de elevar para R$ 3 mil o limite de isenção, atualmente em R$ 1.903 mensais. No entanto, a tabela de deduções não traz mudanças desde 2015. A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita aponta que o novo limite beneficiaria 4,3 milhões de contribuintes. O presidente da Unafisco, Mauro Silva, explica da onde poderia haver espaço fiscal para o novo teto. “O Brasil anualmente, só em termos federais, concede R$ 457 bilhões de gastos tributários, isenções. Esses R$ 457 bilhões, pelo menos R$$ 315 bilhões  são o que chamamos de privilégios tributários, são benefícios que não retornam, não trazem retornos para a sociedade.

Com um impacto de R$ 74 bilhões, dificilmente haverá mudanças no Imposto de Renda, especialmente em um momento que o governo busca saídas para a prorrogação do auxílio emergencial e também zero impostos nos combustíveis para frear o preço do diesel. Nas redes sociais, o presidente Bolsonaro afirmou tentar, pelo menos para 2022, elevar o teto, chegando a R$ 5 mil até o final do mandato, mas não deve conseguir em razão da pandemia. Segundo a Unafisco, a tabela de Imposto de Renda está defasada desde 1996 e acumula perda de 104% sobre a inflação.

Fonte: JP Noticias