Segundo Fonteles, a crise sanitária gera a crise econômica; por isso, as autoridades defendem a prorrogação do benefício assistencial.

Secretários estaduais de Fazenda pedem a manutenção do auxílio emergencial. Em carta assinada por 18 representantes e enviada ao Congresso nesta sexta-feira, 22, as autoridades defendem que o retorno do benefício assistencial é indispensável para mitigar os efeitos da segunda onda da Covid-19. O presidente do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal, Rafael Fonteles, disse esperar que a proposta seja apreciada pelo Congresso Nacional no mês de fevereiro, logo após as eleições na Câmara e no Senado.  “A expectativa é que em fevereiro o Congresso Nacional aprecie a matéria e prorrogue por seis meses esse auxílio emergencial, que foi fundamental e continua sendo fundamental para mitigar os efeitos sociais e econômicos gerados pela crise sanitária. A segunda onda é maior, portanto, os efeitos econômicos são até maiores”, disse em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan. Segundo Fonteles, a crise sanitária gera a crise econômica. Por isso, as autoridades defendem a prorrogação do benefício.

Ao ser questionado sobre o endividamento do país causado pela ampla abrangência do auxílio emergencial, o presidente explicou que o pagamento da ajuda impacta diretamente no consumo e, com isso, no aumento do Produto Interno Bruno (PIB) brasileiro. “O efeito do endividamento é inferior ao benefício econômico gerado, não só o benefício social. Esse recurso vira consumo e, portanto, tem impacto positivo no PIB. Logo, essa questão que o aumento desse gasto gera endividamento, ao nosso ver, não é válida, porque esse auxílio gera impacto positivo e a relação dívida-PIB fica controlada”, diz, citando que outros países do mundo fizeram atitudes semelhantes de postergar as ações fiscais pela segunda onda da pandemia.

Rafael Fonteles afirmou ainda que os governadores serão responsáveis por fazer a interlocução com o Congresso Nacional. Ele defendeu que, após o fim da pandemia, a aprovação das reformas estruturantes serão indispensáveis para “resolver os problemas econômicos do país”, sendo a reforma tributária a mais importante para “destravar o crescimento” do Brasil. No entanto, até pandemia termine, ele lembrou que a vacinação será o caminho para resolver a crise sanitária e econômica. “Como a segunda onda tende a ser maior e os efeitos maiores ainda, é necessário a prorrogação daquilo que já deu certo, que foram os auxílios, principalmente o auxílio emergencial.

Fonte: JP Noticias