Melasma é causado por exposição à luz solar, mas pode ser agravado por atividades cotidianas. Uso de protetores são indicados mesmo em casa.

O surgimento do melasma na pele é comum a muitas pessoas, em especial mulheres que acabaram de ter filho. Caracterizada por pequenas manchas escuras, a condição é associada à exposição solar, fatores hormonais e à predisposição genética, mas estudos apontam que ela pode ser intensificada com hábitos diários, como cozinhar, secar o cabelo, tomar banhos quentes e entrar em carros abafados.

A explicação é que o calor a qual o corpo é exposto resulta no desequilíbrio dos compostos oxidantes, que liberam oxigênio, com os sistemas de defesa da pele. Assim, segundo a especialista em melasma Clarissa Dias, o organismo “se confunde” e entende que a pele está sendo agredida. Assim, aciona os melanocíticos, células responsáveis pela pigmentação. Eles produzem mais melanina e, como consequência, formam manchas acastanhadas.

Os efeitos desse calor também se manifestam na derme, segunda camada mais profunda da pele. A exposição facilita o surgimento de rugas e deixa a pele mais flácida, e as consequências são ainda maiores para quem tem a cútis sensível. Pessoas que já possuem histórico de alergias ou se expõem ao sol com maior frequência, ou mesmo as mais velhas, precisam de cuidado redobrado.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a recomendação principal para a prevenção do melasma é usar protetor solar continuamente e reaplicá-lo, mesmo em dias nublados e em ambientes internos, uma vez que a claridade também piora o quadro.

Mesmo assim, apesar de essa prevenção ser eficiente, ela não é integral. Especialistas indicam associar os fotoprotetores a filtros físicos, que criam barreiras protetoras contra a luz visível e o calor. A esteticista Clarissa Dias orienta, ainda, o uso de brumas e águas termais para resfriar a pele. Nas atividades cotidianas que exigem contato com o calor, como cozinhar e secar o cabelo, o uso de protetores termais é necessário para evitar as manchas.

Os tratamentos para o melasma variam, mas têm um fator em comum: a proteção contra os raios ultravioleta e a luz visível. É possível usar medicamentos tópicos e realizar procedimentos como peeling e aplicação de laser para o clareamento.
Para tratamentos efetivos e que não prejudiquem a pele, a recomendação é que haja acompanhamento profissional, a fim de identificar e minimizar as manchas que caracterizam o melasma.

 

 

 

 

 

Fonte: Metrópoles