Declaração foi dada durante coletiva de imprensa na sede do governo do Amazonas que tratou das ações e enfrentamento à estiagem.
A ministra Marina Silva ressaltou, nesta quarta-feira (4), que ficou afastada do Ministério do Meio Ambiente por mais de uma década, período no qual a recuperação do trecho do meio da BR-319 (rodovia que liga Manaus a Porto Velho) não avançou. “Se a BR-319 fosse fácil de concluir, ao longo desses 15 anos ela já estaria feita”, disse Marina durante a coletiva de imprensa na sede do governo do Amazonas que tratou das ações e enfrentamento à estiagem.
Desde a semana passada, diversos políticos do Amazonas, ao comentarem o isolamento provocado pela seca dos rios, atribuem à Marina a não retomada das obras na rodovia federal, que dependente de licenciamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Entre eles, o senador Omar Aziz (PSD), que durante uma sessão no plenário do Senado, na quarta-feira (26/9) associou a postura da ministra com a fome enfrentada pelos ribeirinhos. “Eu a condeno por fazer com que o meu Estado fique isolado. Ela não tem propostas ambientais para o Brasil. Só sabe dizer não pode e não deve. Eu estou acusando a Marina Silva de ser a responsável pelo isolamento do meu Estado, do povo do Amazonas”, disse.
Na quinta-feira (28/9), o deputado estadual Wilker Barreto (Cidadania) afirmou, na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), que Marina Silva precisa sair do que ele classificou como intransigência e pediu uma mudança de postura da ministra.
Na sexta-feira (29/9), ao comentar os problemas econômicos provocados pela vazante no Amazonas, o governador Wilson Lima, sem citar o nome de Marina Silva, disse que o governo federal precisa priorizar a conclusão da BR-319.
Nesta quarta-feira (4), Marina afirmou que o governo Lula busca o equilíbrio entre o avanço de empreendimentos e a manutenção do meio ambiente.
A ministra afirmou que um grupo de trabalho multidisciplinar estuda os avanços, impactos e demais ações em torno da rodovia federal. “Já existe um grupo de trabalho que estuda e se embasa por meio de estudos técnicos os métodos de gerir esse avanço em estradas, aeroportos e demais ações. Inclusive, tem trechos da BR-319 que já possuem a licença ambiental para pavimentação, mas que desde 2007 não receberam obras”, finalizou.





