Intervalo necessário para fazer a doação pode ser entre 48h e um mês, para evitar que pacientes sejam contaminados pela doença.

Para regularizar os níveis do estoque de sangue em várias cidades do Brasil, o Ministério da Saúde emitiu nota nesta segunda (1°/2) pedindo que a população faça a doação antes de tomar a vacina contra a Covid-19.

Após a imunização, é preciso esperar entre 48h (no caso das vacinas de vírus inativado, como a Coronavac) e quatro semanas (para produtos de vírus atenuado, como a vacina de Oxford) para doar sangue. O período de bloqueio é importante para evitar que pacientes imunossuprimidos que venham a receber o sangue desenvolvam a doença para a qual o doador foi vacinado.

“O modo de fabricação das vacinas pode levar riscos a um paciente que receba o sangue, tendo em visto que seu sistema imunológico já se encontra debilitado pela própria condição de saúde. Ao receber uma vacina, o organismo imediatamente desenvolve reações necessárias para que o imunizante tenha efeito, e estas reações podem levar a resultados imprecisos dos exames sorológicos ou tornar irreconhecíveis efeitos adversos da vacina ou alterações pós doação”, explica Roberto Firmino, coordenador de sangue e hemoderivados da pasta.

O Ministério da Saúde estima que, em 2020, houve uma diminuição de 15% a 20% na quantidade de doadores por conta da pandemia. Os primeiros meses do ano, com as férias, também são tradicionalmente períodos de pouca doação.

Ainda não houve registro de desabastecimento, mas alguns hemocentros operam com alguns tipos de sangue em nível crítico. Para doar, é preciso procurar o hemocentro mais próximo. Em Brasília, é preciso agendar a visita pela internet ou telefone.

Fonte: Metrópoles