Uma das maiores dificuldades de quem ainda segue em isolamento social  para evitar o contágio pelo coronavírus é continuar, depois de mais de oito meses, sem encontrar amigos e familiares. As festas de final de ano também serão um desafio para os que estão acostumados a confraternizar.

Uma forma responsável de flexibilizar o distanciamento é a criação de bolhas sociais — grupos de pessoas que se responsabilizam a não encontrar outros indivíduos fora da bolha e, desta maneira, mantêm as chances de contaminação controladas.

Segundo especialistas, esse grupo pode ter de seis a 10 pessoas ou envolver moradores de até três lares. “É preciso lembrar que não existem cenários de risco zero e a maioria das bolhas são maiores do que se acredita. Cada um deve confiar nas pessoas escolhidas para contato e todos precisam ser honestos sobre possíveis exposições ao vírus”, ensina Anne Rimoin, epidemiologista da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), ao jornal Business Insider.

A primeira dica para evitar problemas é manter a bolha a menor possível — quanto mais gente, maiores são as chances de alguém ser exposto e levar o vírus para os encontros. É recomendado também evitar incluir pessoas dos grupos de risco, como idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Profissionais que trabalham com atendimento ao público também ampliam os riscos e, por isso, devem ser evitados .

Uma boa ideia é que todos os participantes mantenham o isolamento e evitem sair de casa para atividades não-essenciais duas semanas antes do encontro.

Se a bolha decidir se juntar em um espaço fechado, é importante deixar as janelas abertas e manter uma distância mínima de um metro entre cada um, além de usar máscaras.

Ressalva
A infectologista Ana Helena Gremoglio, do Hospital Águas Claras, tem ressalvas ao método pelas dificuldades que ele apresenta na prática. “Pelo comportamento das pessoas, acredito que elas vão criar várias bolhas, o que pode oportunizar as possibilidades de contágio”, explica. De acordo com a médica, neste momento, o ideal ainda é evitar os contatos com outras pessoas que não sejam motivados por obrigações da vida cotidiana.

Fonte : metrópoles