Suplemento usado por pessoas que desejam ganhar massa muscular pode colaborar na reabilitação de indivíduos que passaram pela infecção.

A pandemia obrigou os profissionais de saúde a aprenderem a lidar com vários problemas decorrentes da infecção. Um deles, que acomete os que estão se recuperando da Covid-19, é a degradação muscular.

“Em sua fase aguda, nos dias inicias da infecção, a Covid cobra uma enorme demanda energética, isso provoca uma notável perda de massa muscular”, explica a nutróloga do Hospital Anchieta de Brasília, Andréa Medeiros. É comum que, durante a recuperação, o paciente sinta fadiga e cansaço e precise de uma dieta específica para melhorar a disposição e aumentar a força muscular.

A fisiatra Angélle Jácomo, do Centro Especializado em Hipermobilidade e Dor (CEHD), explica que a Covid-19, por ser uma doença inflamatória, acaba gerando uma dor muscular difusa no paciente. Segundo ela, até mesmo atletas que não passaram por internação relataram o problema após a infecção.

Quadros assim estão sendo chamados de Síndrome da fadiga pós-viral e uma das recomendações dos profissionais de saúde para controlá-los é o uso de um suplemento bastante conhecido nas academias de ginástica: a creatina.

Apesar de interessante, o uso da creatina ainda não é consenso e precisa ser melhor estudado. A fisiatra Angélle alerta que, apesar de ser um bom suplemento para melhorar o uso de força e massa muscular, é preciso ter cautela. “Principalmente em pacientes com Covid, recomendo ter cuidado. O excesso do aminoácido pode sobrecarregar os rins”, alerta.
A dose da creatina deve ser recomendada por nutricionista, e varia de caso a caso. Outros suplementos proteicos e vitamínicos também podem ser considerados durante a reabilitação de pacientes após a Covid-19.

Fonte: Metrópoles