Ronnie Lessa, assassino confesso de Marielle Franco e Anderson Gomes, entregou os mandantes e as circunstâncias do assassinato da vereadora e do motorista. A delação premiada do ex-policial militar foi homologada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Lessa não queria colaborar, mas mudou de ideia depois que Élcio de Queiroz o entregou como o executor dos assassinatos, o criminoso que puxou o gatilho. Foi a partir daí que ele aceitou colaborar com a investigação federal. No primeiro depoimento, foram duas horas de revelações gravadas em áudio e vídeo. Lessa contou quem o contratou para executar o assassinato de Marielle.
Além de entregar os mandantes e as circunstâncias da morte da vereadora, o ex-PM deu detalhes de reuniões que manteve com quem o contratou, antes e depois dos homicídios. Assim, Lessa forneceu uma série de indícios, circunstâncias e provas não apenas do seu envolvimento na execução do duplo assassinato, mas sobre quem estava por trás da encomenda das mortes. E também falou sobre por que os mandantes desejavam matar de Marielle Franco.
Ronnie Lessa exigiu como condição para fechar o acordo de delação que sua família recebesse proteção da Polícia Federal, preocupado com possíveis retaliações de criminosos insatisfeitos com sua colaboração. Sua esposa, Elaine Lessa, e sua filha, Mohana Lessa, reagiram com surpresa e desespero à confirmação da delação.
Com a homologação, o inquérito será devolvido à Polícia Federal para continuação das investigações. O processo que busca identificar os mandantes do duplo assassinato foi encaminhado ao STF. A investigação visa descobrir quem ordenou as mortes. Devido ao segredo de justiça, ainda não são conhecidos os detalhes que levaram a Polícia Federal (PF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde o processo estava, a enviar o caso ao Supremo.







