O ex-policial militar Ronnie Lessa admitiu ter assassinado a vereadora Marielle Franco (Psol-RJ) por promessa de se tornar um dos chefes de uma nova milícia em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo ele, Domingos e Chiquinho Brazão ofereceram-lhe um loteamento clandestino avaliado em milhões de reais.
“Era muito dinheiro envolvido. Na época, daria mais de 20 milhões de dólares. A gente não está falando de pouco dinheiro (…) Ninguém recebe uma proposta de receber dez milhões de dólares simplesmente para matar uma pessoa (…) Então, na verdade, eu não fui contratado para matar Marielle como um assassino de aluguel. Eu fui chamado para uma sociedade”, disse Lessa, em delação.
Segundo relatório da Polícia Federal, Ronnie Lessa foi contatado pela primeira vez “no segundo semestre de 2017”, pelo sargento da Polícia Militar do estado, Edmilson Macalé, que apresentou o plano e disse que, como recompensa, receberiam uma “grande extensão de terras”.
Ronnie afirmou que Marielle estava “atrapalhando os interesses dos irmãos Brazão”, principalmente nas comunidades de Jacarepaguá (RJ). A defesa dos irmãos Brazão afirma que não há provas da narrativa apresentada pelo assassino da vereadora.






