A pressão pela retomada das sessões presenciais na Câmara Municipal de Manaus colocou vereadores em rota de colisão e expôs um racha no Legislativo Municipal.

Um grupo de vereadores que contraiu o coronavírus está pressionando o presidente da Câmara Municipal, vereador Joelson Silva, a retomar as sessões presenciais. Do outro lado, parlamentares que não tiveram a doença defendem a manutenção das sessões virtuais, feitas por meio de videoconferência.

Diariamente, os vereadores Diego Afonso, Glória Carratte, Sargento Bentes Papinha e Rosinaldo Bual, entre outros que tiveram o Covid-19, exigem o fim das sessões virtuais e a retomada das reuniões presenciais.

Eles argumentam que não haveria risco de transmissão com a reabertura da Câmara, pois o plenário da Casa é amplo e permite distanciamento entre vereadores e servidores. O grupo diz também que as sessões presenciais são mais produtivas, com apresentação de mais projetos de lei e requerimentos.

Do outro lado da disputa, os vereadores que não tiveram o coronavírus são contra a volta das sessões presenciais. Eles argumentam que o prédio de Legislativo, especialmente o plenário Adriano Jorge, não oferece condições para evitar a propagação do Covid-19.

O problema seria a falta de ventilação natural, pois o plenário não possui janelas, e a circulação de ar é feita por aparelhos de ar-condicionado.

Outra falha apontada pelos vereadores é o distanciamento entre as bancadas dos parlamentares, que ficam grudadas umas às outras. A distância entre as cadeiras usadas pelos vereadores é menor que 2 metros.

Caso as sessões presenciais sejam retomadas, haverá também o problema da aglomeração de pessoas. Na Câmara existem 41 vereadores que são acompanhados por, no mínimo, um assessor durante as reuniões.

Dessa forma, cada sessão terá 82 pessoas reunidas no plenário, sem contar a presença de fotógrafos, cinegrafistas, advogados, garçons e outros profissionais do Legislativo.