De acordo com a Aneel, o acionamento das usinas termelétricas para garantir o fornecimento de energia vai custar R$ 9 bilhões às famílias.

Com a maior crise hídrica já enfrentada pelo país nos últimos 91 anos, o governo foi obrigado a colocar em funcionamento as usinas termelétricas, o que fará a conta de luz ter uma taxa extra ainda mais elevada em julho. O aumento da bandeira tarifária vermelha patamar 2 foi anunciado nesta terça-feira (29/6) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A mudança vai pesar no bolso da famílias, que devem ter uma conta 5,45% mais alta no próximo mês na comparação com junho, em média.

O reajuste aprovado pela agência passou a cobrança da bandeira vermelha patamar dois de R$ 6,24 para R$ 9,49 a cada 100 kWh consumidos, uma alta de 52%.

De acordo com a Aneel, o acionamento das usinas termelétricas para garantir o fornecimento de energia vai custar R$ 9 bilhões às famílias. De janeiro a abril deste ano, o uso emergencial das usinas já custou R$ 4,3 bilhões.

Impacto

De acordo com Marcos Rosa dos Santos, professor de engenharia elétrica do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), em entrevista ao G1, a cobrança da conta de luz para uma família que apresenta um consumo residencial de energia elétrica médio no país, de 152 kWh por mês, será de R$ 124,59 – alta de 5,5% em relação ao valor de junho, que antes do reajuste era de R$ 118,15.

Caso a bandeira verde estivesse em vigor, o impacto para uma família seria em torno de R$ 105,79. Nesse cenário, haveria um alta de 17,7% em julho.

Fonte: Metrópoles