A declaração ocorre após uma jovem de 16 anos morrer. A adolescente foi vacinada no início do mês em São Paulo. Caso está sendo investigado.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, em Nova York, que a vacinação contra a Covid-19 em adolescentes não pode ser interrompida por causa de suspeitas de eventos adversos.

Queiroga acompanha o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Assembleia Geral das Organização das Nações Unidas (ONU).

“Mesmo que tenha sido [um evento adverso], não invalida a vacinação”, frisou o ministro, em entrevista coletiva, na saída do hotel onde está hospedado.

A fala ocorre após uma jovem de 16 anos morrer. A adolescente foi vacinada no início do mês em São Bernardo do Campo, em São Paulo.

“Eventos adversos existem e não são motivos para suspender vacinação”, reforçou o chefe da Saúde. Ele ainda prometeu transparência na investigação do caso.

O titular da pasta federal minimizou a repercussão dessa ocorrência e elogiou a campanha de vacinação brasileira. “Precisamos avançar acima de 18 anos e obedecer às recomendações do PNI [Programa Nacional de Imunizações]”, pontuou.
A empresa Pfizer, que desenvolveu a fórmula inoculada na jovem que faleceu, informou que o imunizante é eficaz e seguro para aplicação em crianças entre 5 e 11 anos. Queiroga, contudo, defendeu a avaliação de autoridades internacionais e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A investigação

O Ministério da Saúde concluiu a investigação sobre a morte da adolescente nesta segunda-feira (20/9). Segundo a pasta, o óbito foi causado por pequenos coágulos de sangue.
A Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo deve enviar as informações sobre a morte da jovem à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que dará prosseguimento às investigações.

Na quinta-feira (16/9), o Ministério da Saúde publicou nota técnica orientando que estados e municípios interrompessem a vacinação de jovens de 12 a 17 anos sem comorbidades.
Como justificativa, o órgão mencionou que a maioria dos adolescentes sem comorbidades acometidos pela Covid-19 demonstra evolução “benigna” e permanece assintomática.

Fonte: Metrópoles