Desde o início da quarentena, o figurinista Rodrigo Fonseca passou a priorizar a facilidade na hora de se alimentar. O fast-food foi ganhando protagonismo porque, além de rápido, dá uma sensação de conforto para o figurinista. No final de abril, ele foi diagnosticado com a Covid-19 e até comeu alimentos mais saudáveis para reforçar o sistema imunológico. No entanto, depois de curado, a alimentação desregrada de Rodrigo voltou.  Assim como Rodrigo, 23% dos brasileiros ganharam alguns quilinhos durante a quarentena, de acordo com um levantamento feito por um grupo de pesquisadores das áreas de endocrinologia, psicologia e patologia. Entre os que viram os números subindo, 71% passaram a comer mais alimentos ricos em carboidratos, 60% não fizeram atividades físicas e 40% aumentaram o consumo de álcool.

A coordenadora do o Programa de Transtornos Alimentares da USP, Valeska Bassan, destaca a proximidade física da cozinha e a chamada “fome emocional”.  Entre o grupo de pessoas que engordou na quarentena, 72% comeram mais, mesmo sem estar com fome.  A psicóloga especialista em transtornos alimentares, Valeska Bassan, ressalta que a ansiedade precisa ser observada, e disse que tudo bem engordar um pouco neste período.

O grupo de pesquisa também revelou que 17% dos entrevistados perderam peso durante a quarentena. Dessas pessoas, 47% não mudaram os hábitos de alimentação, 30% passaram a consumir mais bebidas alcoólicas e 40% não praticaram atividades físicas neste período.

*Com informações da repórter Nanny Cox

Fonte: Jovem Pan