Manaus | 4 de junho de 2026 | 17:30:39

Quase 40% das urnas eletrônicas não foram submetidas a teste público, afirma Ministério da Defesa

Brasil, São José dos Campos, SP, 04/11/2020. Funcionária do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manuseia urnas eletrônicas que serão utilizadas nas Eleições 2020, para prefeituras de todo o país, durante testes para o pleito eleitoral, na cidade de São José dos Campos (SP), no Vale do Paraíba. - Crédito:LUCAS LACAZ RUIZ/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Código imagem:233071

Pasta alega que a participação de observadores não são suficiente e cobra fiscalização de profissionais especializados em segurança cibernética e de dados; objetivo é ampliar a transparências nas eleições.

O Ministério da Defesa publicou na sexta-feira, 10, considerações sobre as respostas técnicas manifestadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Documento da pasta obtido de maneira exclusiva pelo comentarista José Maria Trindade, e informado no programa Três por Um, cerca de 39% das urnas eletrônicas não foram submetidas a teste público e, com isso, é necessário se resguardar com a proteção interna do item de votação do sistema eleitoral. O ministério entendeu que há uma preocupação do TSE com ataques externos, mas não há defesa para ataques internos. Outra pontuação realizada pela Defesa é a de que é necessária fazer uma apuração pública nos votos dos brasileiros que escolherão seus candidatos em outubro.

As Forças Armadas ressaltaram ainda que “não se sentem devidamente prestigiadas por atenderem ao convite do Tribunal Superior Eleitoral para integrar a Comissão de Transparência das Eleições (CTE)” e que há propostas essenciais para o aprimoramento do processo eleitoral, tais como: a realização do teste de integridade das urnas – ou seja, o sorteio aleatório dos itens para análise e conferência dos votos após a votação -, a utilização da biometria do eleitor nos testes, a implementação do teste público das urnas restantes e a promoção de auditoria pelas entidades fiscalizadoras em todas as fases do processo. “O que se busca com as propostas das Forças Armadas é aperfeiçoar a segurança e a transparência do processo eleitoral, mitigando ao máximo as possibilidades de ataques cibernéticos, falhas e fraudes, que podem comprometer as eleições. Não interessa concluir o pleito eleitoral sob a sombra da desconfiança dos eleitores. Eleições transparentes são questões de soberania nacional e de respeito aos eleitores”, conclui o documento.

 

 

Fonte: JP Notícias

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