Quadrilha especializada entra em contato informando que as pessoas possuem direito de receber um valor, mas que precisam depositar taxas para garantir a transferência.

O professor aposentado Manoel Simplício recebeu um telefonema convivente. Do outro lado da linha, alguém se passava como advogado do sindicato dos professores e dava uma notícia inesperada: o aposentado teria direito a R$ 98 mil em precatórios. Mas, para receber o valor, Manoel precisaria depositar uma quantia para garantir a transferência. “Me empolguei, porque achei que pagaria a faculdade do meu filho. Essa pessoa disse para verificar no aplicativo do banco se eu já tinha recebido essa quantia. Eu disse que não”, relatou. Convencido de que se tratava de algo honesto, o professor transferiu R$ 7 mil reais de suposta taxa. Não demorou muito para perceber que se tratava de um golpe. “Depois que eu vi a besteira que eu fiz, no dia seguinte, eu fui ao banco e fizeram um processo de administração. Depois, eu fui abrir um b.o. na 21ª e, lá, eu fiquei sabendo que essa transferência tinha ido para Fortaleza, no Ceará”. O sindicato dos professores do Distrito Federal reagiu e lançou uma campanha para alertar os sindicalizados, além de passar a monitorar para evitar novos casos. “A categoria de professores tem sido alvo de golpes que tem como objetivo arrancar dinheiro dos professores, principalmente os aposentados. É uma quadrilha especializada, que tem acesso a todos os dados, eles têm muitas informações, o que dá o entendimento de que, de fato, quem está fazendo o contato é o nosso escritório de advocacia, mas nós já alertamos a categoria de que não passe nenhum recurso, não faça nenhum depósito”, afirmou Rosilene Corrêa, presidente da instituição.

Fonte: JP Notícias