Manaus | 12 de agosto de 2026 | 19:42:23

Processo de cheia deve se iniciar na segunda semana de novembro, segundo CPRM

Apesar do processo de cheia já ter se iniciado, ainda levará um tempo para que a recuperação do rio Solimões aconteça.

A pesquisadora em geociências do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Jussara Cury, afirmou que o processo de cheia deve se iniciar totalmente na segunda semana de novembro.

Na semana passada, foram observados os primeiros sinais da cheia do Rio Solimões em cidades peruanas que fazem fronteira com o Amazonas. Nesta segunda-feira (23), na cidade de Tabatinga, o processo de subida do rio já indica que está começando.

“Na região de cabeceira, como é o caso de Tabatinga, na semana anterior tivemos subidas e de certa forma elas se estabeleceram na ordem de 20 a 25 centímetros, ou seja, estão consolidadas. Então, o período da vazante nesta parte do Solimões já se encerrou.” afirma Jussara.

Apesar do processo de cheia já ter se iniciado, ainda levará um tempo para que a recuperação do rio Solimões aconteça. Em análises realizadas em estações de monitoramento em área anterior a Tabatinga, na região do Peru, as subidas elevadas já estão sendo observadas.

 Outubro ainda continua a descer os rios

(Foto: Reprodução)

 De acordo com a pesquisadora, o processo de vazante ainda será sentido no fim do mês de outubro e início de novembro em toda a região.

“Em algumas estações monitoradas, como Manaus, que iniciou a semana ainda com dez centímetros juntamente com a região metropolitana, como Manacapuru, Itacoatiara e mais a frente, em Parintins, que continuam em recessão. Nessa fase de outubro, estamos ainda com o processo de descida consolidado em razão das semanas anteriores, tanto na calha do rio Negro, quanto na calha Solimões que alimentam esta região.” explica.

Nesta segunda-feira (23), Manacapuru apresentou uma redução das descidas, chegando a 7 centímetros, podendo apresentar o mesmo comportamento na capital, Manaus, nos próximos dias, com descidas menores.

“O processo de recuperação da bacia dependerá muito das chuvas. Tanto nas cabeceiras dos rios continuem e das chuvas distribuídas ao longo da bacia.”

Jussara explica que a vazante afetou toda a região e continuará no alto rio Negro, pois, o pico da vazante acontecerá apenas em fevereiro do próximo ano.

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