Ciro Gomes insinuou que caso pode prejudicar a reeleição do presidente e ironizou fala antiga do mandatário em defesa do ex-ministro: ‘Colocava a cara no fogo pelo Milton’.

A prisão do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, por suspeita de corrupção respinga na corrida eleitoral e pode afetar as eleições de outubro. Em mensagem compartilhada nas redes sociais, Ciro Gomes (PDT), pré-candidato ao Palácio do Planalto insinuou que o caso pode prejudicar a reeleição do presidente Jair Bolsonaro. “Bolsonaro diz que fica no governo até quando Deus quiser. Se o pastor Milton Ribeiro cumprir o compromisso cristão de falar a verdade, será um poderoso agente da vontade divina. #FalaMilton”, escreveu Ciro Gomes, que também ironizou uma fala do presidente, feita em março deste ano, em defensa do ex-ministro. Na época, Bolsonaro disse que colocaria “a cara no fogo por Milton Ribeiro” e afirmou que as denúncias eram uma “covardia”. “Não foi Bolsonaro que disse que colocava a cara no fogo pelo Milton Ribeiro”, ironizou no Twitter.

A senadora Simone Tebet voltou a defender a criação da CPI do MEC. A pré-candidata do MDB afirmou que a comissão deve avaliar o possível envolvimento do ex-ministro e até do presidente da República em irregularidades na pasta. Tebet disse ainda que “corrupção também é marca do governo”. Em entrevista nesta quarta-feira, 22, transmitida pelo Facebook, Jair Bolsonaro afirmou que, embora “peça a Deus” para que não encontrem problemas relacionados ao ex-ministro, Milton Ribeiro “responde pelos atos dele”. Na visão do mandatário, a operação da Polícia Federal contra o antigo membro do governo mostra que não há interferências do Executivo na corporação e criticou aqueles que o culpam por possíveis casos envolvendo os ministérios.

“[A prisão de Milton Ribeiro] vai respingar em mim, obviamente. É o que eu disse, tenho 23 ministros, mais de uma centena de secretários e mais de 20 mil cargos comissionados. Se alguém faz algo de errado, vai botar a culpa em mim”, questionou. Milton Ribeiro é investigado por suposto favorecimento a pastores para obtenção de vantagens ilícitas para liberação de verbas do Ministério da Educação.

 

 

Fonte: JP Notícias