Para o coordenador do Centro de Contingência do estado de São Paulo contra o coronavírus, a decisão evita muitas mortes.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anunciou que a festa de réveillon da Avenida Paulista, que acontece tradicionalmente todos os anos, está cancelada. Neste ano, a comemoração não será realizada devido ao risco de transmissão da Covid-19.

“Hoje, a gente anuncia que nós também não teremos o réveillon na Paulista nessa virada de ano de 2020 para 2021. Tanto a Prefeitura quanto o Governo do Estado de São Paulo, os técnicos da vigilância sanitária e do Governo do Estado entendem muito temerário nós organizarmos um evento para um milhão de pessoas na Avenida Paulista para dezembro deste ano”, disse Covas.

“A área da saúde foi preponderante para que a gente tomasse essa decisão. Não há nenhuma possibilidade de se pensar nesse momento numa festa que reúne 1 milhão de pessoas. Claro que o réveillon na Paulista ajuda o setor de turismo, mas é um evento muito mais para os paulistanos do que para os turistas”, acrescentou.

Na última quarta-feira (15), o governador João Doria já tinha mencionado que festas que provocam aglomeração, como réveillon e Carnaval, terão que ser cancelados até que a população esteja imunizada contra o coronavírus.

Para o coordenador do Centro de Contingência do estado de São Paulo contra o coronavírus, Paulo Menezes, a decisão evita muitas mortes.

Carnaval

O Carnaval 2021 também é uma preocupação.

Durante coletiva na última sexta (17), no Palácio dos Bandeirantes, o prefeito da capital disse estar dialogando com as escolas de samba para definir uma nova data para realização.

“Nós continuamos a dialogar com as escolas de samba, com outras cidades do Brasil, para tentar tomar uma decisão conjunta em relação a possibilidade de adiamento e qual seria a nova data da realização do carnaval”, declarou.

O carnaval de rua, com típicos blocos paulistas, também deve sofrer alterações.

“Algo em torno de 2 ou 3 meses a gente consegue organizar o carnaval de rua. Mas, para a realização do carnaval no sambódromo, pelo menos, 6 meses entre a preparação dos carros alegóricos e os ensaios que as escolas fazem”.

Fonte: Tribuna de Jundiaí