O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, e a primeira-dama Elisabeth Valeiko Ribeiro prestigiaram nesta quarta-feira, 14/10, a cerimônia híbrida pelos 70 anos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), comemorado nesta data. A programação, dividida entre evento presencial e on-line, para evitar aglomerações neste tempo de pandemia da Covid-19, conta com atividades durante três dias, entre lançamento de livro e vídeo institucional e a inauguração do primeiro módulo do museu da Corte de Contas.

“Começo por agradecer a aprovação das nossas contas, sempre aprendendo com as observações dos conselheiros e essa última me encheu de orgulho, porque foi o reconhecimento de um esforço para fazer uma cidade ajustada na área fiscal e em sua Previdência. Estamos deixando abertas as portas de toda a banca nacional e internacional”, destacou o prefeito de Manaus, Arthur Neto, um dos convidados a falar durante a cerimônia.

Arthur Neto disse que acompanha a história do TCE desde o início de sua trajetória política, e muito especialmente, durante suas três gestões como gestor de Manaus. “É impressionante, louvável e muito nos honra a evolução desse tribunal, principalmente ao longo da última década, onde se consolidou com um órgão pedagógico, de aconselhamento, com atitudes preventivas e não persecutória. E isso é fundamental para o fortalecimento da democracia”, declarou.

O prefeito de Manaus disse ainda que a festa o surpreendeu. “Foi marcante em vários pontos. Nos deu muita paz a presença ecumênica, nos deu muita alegria a presença da banda acompanhando o Chico da Silva, mas sobretudo me refiro ao fato de que o Tribunal de Contas ao longo dos seus 70 anos foi acumulando muita sabedoria e houve uma mudança radical, evolução da punição para a preparação e assessoramento dos gestores, para punir os que erram de má-fé e aos que erram de boa-fé que tenham a oportunidade de corrigir seus erros”, observou.

Cerimônia

A cerimônia, transmitida pelo YouTube, foi aberta pelo presidente do TCE, que fez um breve relato histórico desde a criação do tribunal, em 1950. “A Corte de Contas do Amazonas foi criada, extinta, recriada, e, em 2020, se reinventou ao suspender as atividades e desenhar, projetar e executar o trabalho 100% em home office, em tempo recorde. Uma conduta histórica frente ao enfrentamento ao novo coronavírus. Os desafios foram muitos, mas soubemos superá-los para construir um tribunal, que sempre deu respostas aos anseios da sociedade em prol da proteção do patrimônio público”, afirmou o presidente do TCE-AM, conselheiro Mario de Mello.

Em seguida descerrou a placa inaugural do primeiro módulo histórico do Museu da Corte de Contas com toda a história do TCE-AM desde a criação, em 1950, com um vasto acervo de documentos, materiais físicos e fotos históricas. A previsão é que o museu seja aberto a toda a sociedade, para visitação a partir de 2021.

Na ocasião, também foi lançado o selo dos Correios, comemorativo aos 70 anos e um carimbo filatélico, feitos pela superintendente dos Correios, Antônia Rebouças de Oliveira. “É um símbolo importante e eles traduzem sentimentos e sensações, que as palavras não são capazes de fazer”, destacou Mário de Mello. A cerimônia também contou com o lançamento de um livro sobre o TCE.

A segunda parte da cerimônia contou com a exibição de um vídeo com a história do TCE, depoimentos de autoridades e servidores, uma celebração ecumênica e foi encerrada com a apresentação oficial do “Hino do TCE”, de autoria do compositor amazonense Chico da Silva.

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*Texto* – Jacira Oliveira / Semcom