Coleção continha mais de mil itens; polícia investiga relação com grupos internacionais de compra e venda de materiais relacionados ao regime alemão.

A polícia do Rio de Janeiro investiga se um homem de 58 anos de idade que foi preso após abusar de um menor de idade no condomínio em que morava, em Vargem Grande, na zona oeste da capital, teria ligações com grupos nazistas internacionais para compra e venda de materiais do regime alemão de 1920. Na casa do homem foi encontrado um verdadeiro arsenal nazista, com mais de mil peças. Os objetos apreendidos na casa de Aylson Linhares foram avaliados em até € 3 milhões, aproximadamente R$ 19 milhões. A coleção era composta por fardas, jornais, revistas, quadros, obras de arte, insígnias do nazismo, fotos de Adolf Hitler, bandeiras e medalhas do 3º reich, armas e munições de diversos calibres e até um documento da polícia de estado nazista, a SS, com a foto de um homem preso. De acordo com a polícia fluminense, uma farda de um oficial nazista de alta patente pode custar até € 250 mil no mercado paralelo, o que equivale a mais de R$ 1,5 milhão. O homem também teria tentado abusar de outras crianças que moravam no mesmo condomínio no Rio. Além dos crimes de abuso, estupro e tentativa de estupro, ele também foi indiciado por discriminação racial e porte ilegal de armas.

A polícia agora investiga a ligação de Aylson com grupos nazistas e pessoas que fazem negócios e transações em um mercado paralelo e especializado. O delegado Luiz Armon disse à Jovem Pan que solicitou à Justiça um local adequado para guardar as peças apreendidas. “É até difícil de mencionar o valor e a amplitude do material encontrado, embora complicado sobre o aspecto do nazismo em si. Agora vamos aprofundar a investigação e verificar a origem desse material, se foi adquirido no Brasil ou fora do país”, afirmou. O delegado ainda contou que, em depoimento, Aylson demonstrou ser uma pessoa articulada, inteligente, mas negacionista do holocausto, homofóbico, pedófilo e que se auto denomina como um caçador de homossexuais.

Fonte: JP Notícias