Operadoras pedem que a redução das mensalidades não sejam aplicada a empresas com menos de um ano no mercado para evitar prejuízos.

Os valores dos planos de saúde individuais e familiares devem sofrer um reajuste em breve. O percentual será definido na próxima semana pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e, ao que tudo indica, a decisão deve ser favorável ao consumidor, com a redução das mensalidades.

Isso porque o reajuste leva em consideração a sinistralidade (quantidade de sinistros) registrada no ano anterior. Durante a pandemia da Covid-19, a procura por consultas ambulatoriais e cirurgias eletivas foi menor e o setor teve uma redução significativa de custos. Os números da ANS mostram que a taxa de sinistralidade caiu de 82% para 75% em comparação com 2019.

A decisão deve ser tomada na próxima terça-feira (18/5), durante uma reunião da diretoria da ANS. A perspectiva de que o índice fique próximo de zero ou seja negativo não agradou, no entanto, as operadoras de planos de saúde menores.

Em ofício encaminhado ao presidente da ANS, a operadora QSaude pediu que o desconto no valor das mensalidades com aniversário de contrato entre maio deste ano e abril de 2022 não seja aplicado para as operadoras com menos de um ano no mercado.

Ela alega que um percentual de reajuste negativo poderá “trazer sérios riscos” à continuidade da modalidade de planos individuais/familiares, o que traria “enorme prejuízo aos beneficiários diante do risco de impacto nas operações destas empresas”.

A empresa afirma que será prejudicada caso haja descontos em suas anuidades porque realizou “elevados investimentos” no último ano para iniciar as atividades. A QSaude pede, então, que o reajuste fique em 0% e que um eventual desconto seja aplicado no índice de reajuste a ser calculado para o próximo período.

Fonte: Metrópoles