Estudo da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins apontou cuidados para garantir que a Covid-19 não se dissemine no ambiente escolar.

A retomada das aulas presenciais tem sido feita com cautela em todo o mundo. Governos tentam encontrar um equilíbrio entre remediar os prejuízos no desenvolvimento de crianças e adolescentes e o risco de novas infecções provocadas pelo coronavírus.

Uma pesquisa realizada pela Escola de Saúde Pública Johns Hopkins, dos Estados Unidos, mostra que pais cujos filhos estão frequentando a escola presencialmente correm 38% mais risco de terem sintomas semelhantes aos da Covid-19 – como febre, tosse ou dificuldade para respirar – ou testarem positivo para a doença quando comparados aos responsáveis cujas crianças estão sendo escolarizados exclusivamente em casa.

As informações vieram de um questionário sobre sintomas de Covid-19 respondido por cerca de 2 milhões de norte-americanos via Facebook. A pesquisa foi feita em dois períodos durante o último ano letivo (2020 – 2021), entre 24 de novembro a 23 de dezembro de 2020 e de 11 de janeiro a 10 de fevereiro de 2021.

Medidas de prevenção
A boa notícia,  entretanto, é que os cientistas descobriram que a combinação de medidas de proteção nas escolas garante reduções significativas no risco de ser infectado. Os resultados do estudo foram publicadas na quinta-feira (29/4), na revista Science.

“Uma associação positiva entre a escolaridade presencial e os resultados da Covid-19 persiste em níveis baixos de proteção, mas quando 7 ou mais medidas de segurança são relatadas, uma relação significativa não é mais observada”, escreveram os cientistas no artigo.

De acordo com os pesquisadores, as principais medidas de proteção que aumentariam a segurança são:

Uso de máscara por alunos e professores;
Entrada na escola restrita aos estudantes e trabalhadores da educação;

Distanciamento entre as carteiras;

Não compartilhamento de materiais;

Aulas com turmas reduzidas;

Aulas com o mesmo grupo de alunos;

Triagem diária de sintomas.

Em média, cada medida implementada está associada a uma diminuição de 9% nas chances de sintomas, redução 8% no risco de perda do paladar ou olfato e uma diminuição de 7% nas chances de testar positivo para a Covid-19.

“Embora a escolaridade presencial esteja associada ao risco de Covid-19 no domicílio, ele provavelmente pode ser controlado com medidas de mitigação devidamente implementadas nas escolas”, afirmam os pesquisadores.

Fonte: Metrópoles