Na investigação realizada com mais de 10 mil pessoas também foram eliminadas as hipóteses de que o fator agravaria a severidade da doença.

Uma estudo publicado pelo The Journal of the American Medical Association concluiu que não existe relação entre o tipo sanguíneo e a suscetibilidade em contrair a Covid-19.

A pesquisa foi realizada com mais de 100 mil pessoas nos Estados Unidos e contesta pesquisas anteriores que apontaram que pessoas com tipo sanguíneo A eram mais suscetíveis ao vírus. As informações são do G1.

De acordo com o estudo, os pesquisadores não identificaram qualquer relação entre o tipo sanguíneo e as chances de contrair a Covid-19.

Além disso, também foram eliminadas as hipóteses de que o fator agravaria a severidade da doença.

“O tipo sanguíneo não foi associado à suscetibilidade ou gravidade da doença, incluindo positividade viral, hospitalização ou admissão na UTI”, afirmam os autores no estudo.

A investigação usou a base de dados de 24 hospitais e 215 clínicas dos estados norte-americanos de Utah, Nevada e Idaho.

Esses hospitais são associados ao Intermountain Healthcare, um sistema de saúde sem fins lucrativos.

Os pesquisadores da Universidade de Stanford, Escola de Medicina de Utah e do Instituto do Coração do Centro Médico Intermountain, analisaram amostras de 107.796 indivíduos diferentes que realizaram teste PCR nos hospitais e clínicas pertencentes ao Intermountain e chegaram à conclusão de que o tipo sanguíneo não afeta nas chances de contaminação.

Em casos de múltiplos testes, os especialistas levaram em consideração apenas o primeiro exame realizado pelo paciente.

Estudos anteriores

No ano passado, o jornal científico “New England Journal of Medicine” publicou um estudo que sugeria que pessoas com sangue tipo A eram mais propensas a ter a forma grave da doença. E aquelas com tipo O eram menos propensas. Antes, em maio, um estudo chinês já havia sugerido essa relação.

A base de dados utilizada nos estudos anteriores difere da investigação atual. Cientistas na Itália, Espanha, Dinamarca e Alemanha, entre outros países, compararam cerca de 2 mil pacientes em estado grave de Covid-19 com milhares de outras pessoas saudáveis ou que apresentavam apenas sintomas leves ou inexistentes.

Segundo os pesquisadores, os estudos anteriores podem ter chegado a diferentes conclusões devido aos “tamanhos de amostra menores e a natureza retrospectiva e observacional”.

Fonte: Metrópoles