Manaus | 4 de junho de 2026 | 14:38:56

Pedro Castilho é preso após ser destituído da Presidência do Peru

A prisão do presidente destituído do Peru ocorreu horas depois de o mandatário decretar estado de exceção e fechar o congresso.

O presidente destituído do Peru, Pedro Castillo, acabou preso nesta quarta-feira (7/12). A detenção ocorreu horas depois de o mandatário dissolver o congresso do país e decretar estado de exceção.

Segundo o jornal El Comercio, Pedro Castillo está detido na prefeitura de Lima, capital do Peru.

Ainda nesta tarde, o congresso do Peru aprovou pedido de impeachment contra o presidente do país, Pedro Castillo. O parlamento empossará a vice-presidente Dina Boluarte, às 15h, no horário local.

O congresso aprovou o impeachment com o apoio de 101 deputados. Outros seis votaram contra e houve 10 abstenções.

A destituição deve contar com o apoio da vice-presidente, Dina Boluarte. Mais cedo, em uma publicação no Twitter, a advogada afirmou que rejeita a decisão de Pedro Castillo de “perpetrar a quebra da ordem constitucional com o fechamento do Congresso”.

Dina referiu-se à medida adotada por Castillo como um golpe, e considerou que pode agravar a crise política e institucional que atinge a sociedade peruana.

Pronunciamento em TV aberta

A aprovação do impeachment ocorre após o mandatário empreender um golpe de Estado, no qual tentou dissolver o Congresso e instituiu estado de exceção, também nesta quarta-feira.

O pronunciamento do presidente, em televisão aberta, ocorreu horas antes da sessão na qual o pedido de destituição mais recente seria votado, primeira etapa de um novo processo formal para retirá-lo do governo.

No discurso, o presidente anunciou que vai instaurar um governo excepcional de emergência, convocar novas eleições para o Congresso e elaborar outra Constituição em até nove meses.

Também ficou estabelecido toque de recolher entre 22h e 4h, no horário local, e a obrigatoriedade de devolução de armas ilegais, sob pena de prisão.

Crise política

A decisão do presidente ocorre em um período no qual o país está mergulhado em profunda crise política. Na semana passada, o Congresso peruano aprovou a abertura de um processo de impeachment contra o chefe de Estado, acusado pela oposição de “incapacidade moral de permanecer no cargo”.

Esta é a terceira tentativa formal de retirar o líder de esquerda do poder, desde que ele assumiu o cargo, em 2021. A escalada de tensão foi agravada depois que os parlamentares começaram a avaliar uma denúncia do Ministério Público do país contra Castillo, por suspeita de corrupção. A promotoria do país pede que ele seja afastado temporariamente do cargo.

O novo pedido de impeachment coloca em lados opostos o Executivo, de esquerda, e o Legislativo, controlado pela direita. Em outubro, Castillo denunciou “um golpe parlamentar em marcha” e pediu a intervenção da Organização dos Estados Americanos (OEA).

 

 

Fonte: Metrópoles

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