Nesta quarta-feira, ressurgiram dos porões da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), dois pedidos de impeachment contra o governador do Amazonas, Wilson Lima, e o seu vice, Carlos Almeida, protocolados ainda em maio.

Em agosto, também deste ano, ampla maioria dos deputados arquivou pedido de impeachment semelhante, sem qualquer embasamento jurídico, que atendesse a própria lei federal, que pode encerrar o mandato de presidentes, governadores, prefeitos, ministros.

Nos últimos dias, os autores dos pedidos, feitos seis meses atrás, adicionaram documentos, o suficiente para ganharem espaço em sites, blogs, além de alimentarem uma indústria de fake news. Juridicamente, a movimentação na Assembleia em nada mudou a condição dos pedidos. O efeito prático foi a criação de um factóide político.

Para o governador Wilson Lima, a motivação dos pedidos de impeachment continua sendo política, por grupos que perderam as eleições em 2018 ou por quem não aceita o sucesso do PSC, partido de Wilson Lima, nas eleições deste ano, quando elegeu 13 prefeitos e 77 vereadores.