O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, negou, por unanimidade, o pedido de liberdade para o motorista do Porsche feito pela defesa, e manteve a sua prisão preventiva, que foi decretada na semana passada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Fernando Sastre de Andrade Filho, condutor do carro de luxo, é acusado de provocar acidente de trânsito ocorrido no final de março, em que matou um motorista de aplicativo e feriu seu amigo, que estava no banco do carona, na Zona Leste da capital paulista. Naquela ocasião, o acusado foi levado por sua mãe para casa sem fazer o teste do bafômetro. Testemunhas também disseram que ele tomou bebida alcoólica momentos antes de dirigir. Em seu interrogatório, no dia seguinte ao acidente, o motorista do Porsche negou ter bebido.
A prisão foi pedida pelo MP, que acusou o empresário de homicídio por dolo eventual (por ter assumido o risco de matar o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana) e lesão corporal gravíssima (feriu o amigo Marcus Vinicius Machado Rocha).
Na manhã de terça-feira (7), Fernando passou por audiência de custódia, e o empresário deveria seguir para o Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos, em São Paulo. Mas existe a possibilidade de ele ir depois para a Penitenciária 2 de Tremembé, no interior paulista.







