O secretário de Educação de Manaus, Pauderney Avelino, disse agora há pouco, numa entrevista coletiva, que está sendo chantageado e sofrendo uma campanha difamatória por parte do empresário Ciro Batará, dono do grupo de comunicação Dário do Amazonas.

A chantagem, segundo o secretário, visa a contratação de uma empresa para oferecer os serviços de transmissão, produção e gravação de aulas em vídeo para a Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Pauderney disse aos jornalistas que a procurou a polícia para fazer uma queixa crime contra Ciro Batará, que é o dono da empresa Amazonas Produtora Cinematográfica Ltda. A empresa perdeu a licitação para prestar serviço à Semed.

Ciro Batará é também dono de dois jornais impressos, um portal de notícias, uma emissora de rádio e uma de TV na cidade de Manaus.

No pregão eletrônico realizado pela Semed, a empresa Amazonas Produtora Cinematográfica ofereceu os serviços pelo valor de R$ 19 mihões, porém a secretaria preferiu renovar uma parceria com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc).

A parceria garante a prestação dos serviços de transmissão, produção e gravação de aulas em vídeo sem qualquer custo para a Semed. A Seduc já possui um centro de mídias instalado no bairro do Japiim, onde produz e distribui aulas em vídeos para todos municípios do Amazonas.

A união entre Semede e Seduc vale até o final de 2021, e não tem custos para a prefeitura de Manaus.

Ao saber que o pregão tinha sido cancelado, o empresário Ciro Batará não gostou da notícia. Foi então que começou a chantagem. Pauderney disse que recebeu a visita do empresário, que tentou a todo custo validar a licitação.

A partir daí, o secretário da Semed começou a receber recados, numa forma de intimidá-lo a mudar de ideia, disse Pauderney. Sem que a pressão surtisse efeito, Ciro Batará usou o jornal Diário do Amazonas para atacar o secretário da Semed.

Segundo Pauderney, os ataques saíram das páginas dos jornais e migraram para as redes sociais. O primeiro ataque foi relacionado ao transporte escolar oferecido pela prefeitura. O segundo foi sobre um processo judicial do ano de 2013, quando Pauderney tinha sido secretário municipal.

“Ciro Batará mandou recado, onde disse que ia continuar me atacando até eu ceder”, afirmou Pauderney. “Não posso ceder à chantagem. Tenho uma história no Amazonas, e não vou ceder”, acrescentou.

O caso está sendo investigado pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas.