O Brasil registrou nas últimas 24 horas o triste recorde de 1.910 mortes causadas pelo coronavírus. O número coloca o País como um dos que mais sofrem com a pandemia, o que prova a doença está fora de controle em todas as regiões do Brasil.

O número de mortes não para de subir há duas semanas, criando um clima de terror até mesmo nas pequenas cidades no interior dos Estados, onde a pandemia parecia estar controlada.

Até ontem (02-mar.) à noite, as mortes no País chegaram a 1.726 por dia. Mas nesta quarta-feira um novo recorde foi atingido.

As secretarias de Saúde de todos os Estados revelam dados alarmantes que provam que a pandemia não tem previsão de desacelerar. Os órgãos de saúde que investigam o avanço da doença acreditam que o aumento de infectados e de mortes é causado pela variante do coronavírus, batizada de P.1.

Na cidade de São Paulo, os hospitais particulares atingiram hoje 100% de ocupação dos leitos de UTI. Em Porto Alegre, por causa do aumento de mortes, hospitais foram obrigados a instalar containeres frigoríficos para receber os corpos das vítimas.

Por causa da superlotação dos hospitais públicos no Rio Grande do Sul, o governo gaúcho está transferindo pacientes para hospitais no Espírito Santo.

A lentidão no processo de vacinação, que nesta quarta-feira chegou a 3,20% da população brasileira, também favorece o descontrole da doença.

Estados e municípios mostram-se despreparados para a segunda onda da pandemia, o que pode custar caro em todo País. Cientistas e epidemiologistas acreditam que o mês de março será o mais triste na história do Brasil por causa do número de mortes.

O triste quadro da pandemia registrado no Amazonas nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, quando faltaram cilindros de oxigênio hospitalar, promete acontecer em outros Estados.

Cidades do interior de Minas Gerais e da Bahia já sentem a falta de espaço nos cemitérios públicos. A solução encontrada pelas prefeituras é construir caixas de concreto para sepultamentos coletivos, como está sendo feito em Manaus.