A ação de busca ativa dos psicólogos vai além das consultas e também exerce o trabalho de acompanhamento em casos mais críticos

O serviço psicossocial da Ouvidoria-Geral da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP/AM), que atua há cerca de um ano nos atendimentos presenciais de servidores e familiares, passou a acompanhar cerca de 50 crianças da Casa Mamãe Margarida, abrigo que atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, na zona leste de Manaus.

Uma equipe formada por assessores e psicólogos recebe e faz buscas ativas às demandas de pedidos por meio do Registro de Manifestação do Usuário (RMU), que atende servidores e familiares e público externo em demandas relacionadas à segurança pública.

Sobre o trabalho com psicólogos, o ouvidor-geral João Cezar Ferreira Maciel ressalta o caráter humanista da ação. “Este trabalho, que é voltado para a saúde mental, visa atender a todos que nos procuram e também aos casos em que fazemos triagem”, destacou.

O serviço psicossocial tem por objetivo de, por meio de palestras e atendimentos, cooperar com ações que possam mitigar problemas psicológicos, como a depressão. A psicóloga da Ouvidoria, Regina do Socorro Andrade, conta que o trabalho feito pelos profissionais do órgão, em dois anos de atuação, traz resultados positivos.

“Nós temos famílias hoje que conseguem ter uma vivência com maior qualidade, até por conta de problemas psicológicos, e que não tinham conhecimento desse trabalho, que é identificado por meio dessa escuta”, declarou.

A parceria com a casa Mamãe Margarida é feita de forma semanal, com escutas qualificadas, para identificar a real situação das crianças que, ainda de acordo com a psicóloga, ficaram sem convívio social devido à pandemia de Covid-19. O trabalho realizado pelos profissionais identificou necessidades das crianças e adolescentes, para encaminhá-los a outros especialistas, caso haja necessidade.

A ação de busca ativa dos psicólogos vai além das consultas e também exerce o trabalho de acompanhamento em casos mais críticos, segundo a psicóloga. “Nós fizemos uma ação de busca ativa, ou seja, após as visitas, vimos a necessidade de seguir acompanhando essas pessoas. Buscamos sempre a solução do problema em que vieram nos apresentar”, finalizou.

Além de todos estes trabalhos executados pela Ouvidoria, o órgão ainda tem parceria com outras instituições. Entre elas, o Centro de Referência da Assistência Social (Cras) e o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas), para incluir pessoas em atividades que possam contribuir com a garantia e segurança de seus direitos e gerar maior qualidade de vida.

FOTO: Divulgação/SSP-AM