Manaus | 4 de junho de 2026 | 13:56:38

Os riscos do trabalho noturno para a saúde 

No Brasil, estima-se que 10% dos trabalhadores atuam na jornada noturna, no último grande levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que 6,9 milhões de trabalhadores brasileiros trabalham durante a noite. 

Pesquisadores do Brasil apontam que trabalhadores noturnos correm mais risco de sofrerem de doenças cardiovasculares, distúrbios gastrointestinais e metabólicos como diabetes tipo 2 e síndrome metabólica, câncer (mama, próstata e colorretal), problemas de saúde mental e problemas relacionados à reprodução.

Isso acontece devido o corpo enfrentar o paradoxo de ter de funcionar quando está em baixa produção de elementos fundamentais para aquelas funções.

A maior queixa de trabalhadores do horário diurno é o cansaço extremo, dificuldade de adaptação do sono e problemas alimentares.

Isso ocorre porque o sono diurno não é igual ao noturno: dorme-se menos durante o dia e o sono é de pior qualidade. 

O trabalho noturno também pode fazer com que um trabalhador não consiga dormir a quantidade mínima de horas que o corpo exige, uma pessoa adulta precisa de seis a oito horas de sono por dia, e uma pessoa que trabalha à noite tende a dormir menos.

Isso gera menos horas de descanso e, consequentemente, cochilos involuntários, o chamado sono inoportuno, sensação de cansaço e desânimo. 

Outro estudo realizado por pesquisadores franceses, publicado na revista científica International Journal of Cancer, mostrou que trabalhadores em jornada noturna também apresentam mais chances de desenvolver câncer.

A explicação é que a iluminação artificial do período noturno pode afetar o funcionamento da glândula pineal, responsável pela produção de melatonina, e reduzir a produção de hormônio.

Isso porque a melatonina, que tem um papel crucial em regular o ciclo de sono, é fabricada pelo organismo na ausência de luz.

Esse efeito é ainda mais intenso em trabalhadoras noturnas que enfrentam situações estressantes. Nessas situações, são produzidas substâncias nocivas que tem a ver com a geração de células cancerígenas. 

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