O padre Paulo Santos, da paróquia São Francisco de Paulo no município de Nova Andradina (MS), virou alvo de denúncia no Ministério Público Federal (MPF) por intolerância religiosa, após falas sobre as enchentes no Rio Grande do Sul, durante a “Missa Solidária em Oração Pelo Rio Grande do Sul”, realizada no dia 8 de maio.
Pessoas que acompanhavam a missa, registraram o momento em que o padre fala sobre o Rio Grande do Sul. Ao lado de um bandeira do estado, o padre afirma que o estado é o mais ateu do país e ignora fatores ambientais e relaciona as enchentes que assolam o Rio Grande do Sul à bruxaria e satanismo.
“Eu farei um alerta a todos nós. O Rio Grande do Sul há muito tempo abraçou a bruxaria e o satanismo. Há muito tempo o meu povo tem se afastado de Deus”, diz o padre que também é gaúcho.
O vídeo viralizou nas redes sociais e levantou debate e revolta nos últimos dias, em decorrência das falas do padre que dá a entender que as enchentes enfrentadas pelos gaúchos são resultados do ateísmo e religiões de matriz africana.
“O secularismo chegou ao Rio Grande do Sul o estado mais ateu da federação. Existem mais centros de macumba na cidade de Porto Alegre do que no estado da Bahia inteiro”.
Paulo Santos ainda completa.
“É um povo que não está só fragilizado precisando de água e de comida. Isso sem dúvida é muito importante, mas agora eles estão precisando também de força espiritual, porque perderam a pouca que tinha”.
A filmagem chegou ao conhecimento do deputado estadual do Rio Grande do Sul, Leonel Guterres Radde (PT). Foi o parlamentar quem acionou o MPF (Ministério Público Federal) sobre a fala do padre de Nova Andradina. Na representação o deputado afirma que a “pregação do padre é criminosa” e “repleta de preconceitos religiosos”.
“Nenhum indivíduo tem o direito de propagar discurso de ódio e nem de espalhar mentiras sobre a situação dramática que ocorre no Rio Grande do Sul. Além da intolerância religiosa, o suposto padre também atacou o estado inteiro com sua fala criminosa”, disse o deputado.






