O ano de 2018 foi um ano de mudança e de novidade na política amazonense e brasileira.

Aqui no Amazonas, um governador “de fora” do grupo político que governava o estado há décadas foi eleito pela primeira vez. No estado de Minas Gerais o candidato do Partido Novo, Romeu Zema, sem fazer nenhuma coligação e concorrendo pela primeira vez a um cargo público foi eleito com mais de 70% dos votos no segundo turno, contra um político comumente chamado de “tradicional”. Outros estados da federação também seguiram nessa onda de mudança elegendo candidatos de “primeira viagem”: Rio de Janeiro, Santa Catarina, Roraima e Rondônia são mais alguns exemplos.

No Planalto, Jair Bolsonaro foi eleito para a cadeira presidencial coligando-se apenas com um partido pequeno, quase sem tempo de TV e gastando pouco na campanha, em comparação com os demais candidatos.

Uma verdadeira onda de renovação e mudança tomou o país nessas eleições de 2018.

Diante desse cenário novo, acredito ser interessante responder a seguinte pergunta: será que essa mudança nas urnas resultará em uma mudança positiva na vida das pessoas, afinal?

Essa é uma pergunta complexa e envolve diversos fatores, alguns até imprevisíveis. Acompanhar essas mudanças focando na gestão pública pode ser uma das maneiras de obter respostas. Por exemplo, será que o novo político aumentou ou diminuiu os cargos comissionados? Será que o novo político reduziu ou elevou os gastos públicos? Conseguiu atingir resultados positivos em sua gestão ou fez o mais do mesmo?

Com o objetivo de tentar responder essas e outras perguntas, estarei analisando semanalmente números da gestão local e comparando com números de outros estados ou de períodos anteriores. Para obter continuidade nas análises, chamarei essa série de artigos de #GestãoAmazonas.

Além desse enfoque comparativo da nova gestão Amazonense, também discutirei assuntos relativos à cidade de Manaus, sempre sob o prisma da gestão pública, na série #ManausQueEuQuero.

O Amazonas e o Brasil iniciaram um processo de mudança na política que parece ser positivo. Acredito que vale a pena acompanhar esse processo.

Até semana que vem.

“O castigo dos bons que não fazem política é serem governados pelos maus.” Platão.