Segundo o médico Hélio Torres Filho, a indicação é que os exames sejam feitos apenas em casos especiais, quando é indispensável confirmar a proteção imunológica.

Em meio ao avanço na vacinação contra a Covid-19 no Brasil, novos tipos de testes disponíveis no mercado são capazes de identificar anticorpos produzidos pelo corpo contra a proteína “S”, que é o principal alvo das vacinas. É o caso, por exemplo, do imunizante CoronaVac e Oxford-AstraZeneca. Já os testes que usam a proteína “N” só vão detectar quem tomou o imunizante chinês, como explica o médico Hélio Torres Filho. “AstraZeneca não usa proteína ‘S’. Se você usar um teste de proteína ‘N’ ele acaba não funcionando nessa vacina.”

Torres Filho explica que não há a necessidade de todas as pessoas fazerem os testes para detectar se o organismo produziu os anticorpos contra o coronavírus a partir da vacina. “Em alguns casos especiais, em que precisa ter certeza que a vacina está funcionando, se produziu anticorpos para as pessoas, com grupos de maior risco, pessoas com doenças crônicas, idosos que vão ter contato com pessoas potencialmente transmitindo [o vírus]. Às vezes tem indicação para fazer o teste”, disse. A testagem pós-vacinação também pode ser interessantes para acompanhar por quanto tempo um indivíduo imunizado vai continuar protegido. Até agora, o que a ciência sabe é que os anticorpos contra a Covid-19 ficam presentes no organismo por cerca de cinco meses em pessoas infectadas naturalmente pelo coronavírus.

Fonte: JP Noticias