Segundo a Fiocruz, 11,5% dos partos realizados no Brasil são de bebês prematuras, o que coloca o país em 10º lugar no ranking.

Grávida de 27 semanas, Tatiana foi à consulta de rotina e soube que estava com a pressão muito alta. Ela não sentiu nada de anormal, mas a médica pediu que ficasse atenta. A psicóloga de 38 anos voltou para casa e continuou monitorando a pressão, que não cedia. Os médicos, então, decidiram que ela deveria fazer o parto porque já estava perdendo líquido amniótico. Ao contrário das outras gestações, o parto do caçula Enzo Gabriel teve de ser feito às pressas. Ele nasceu em maio deste ano, pesando 745 gramas e medindo 33 centímetros. Prematuro, precisou ficar 66 dias internado, sendo 22 deles entubado. Por ter utilizado durante muito tempo a ventilação mecânica, Enzo ainda precisou passar por uma cirurgia no olho.

Emocionada, Tatiana lembra desse período difícil em que o filho esteve no hospital. “Era uma luta, na verdade. Eu vim embora no fim do dia e eu não sabia o que ia ouvir no outro dia, porque em um dia era assim e no outro, a médica passava para dizer: ‘Tudo que ele mamou essa noite, ele vomitou’”.  Tatiana fez vários exames para descobrir o porquê da pressão alta. Mas nada foi concluído. Esse é um dos casos em que o parto prematuro acontece sem a mínima previsibilidade. Segundo a pediatra Débora Passos, existem situações em que a prematuridade pode ser evitada. Basta um bom pré-natal e atenção aos cuidados durante toda a gestação. “Se a gestante tem um adequado acompanhamento pré-natal, muitas vezes o ginecologista obstetra consegue evitar que seja tão prematuro esse parto. Ou seja, dada a urgência, ele consegue internar essa gestante e segurar um pouco mais ela internada para essa criança não seja tão prematura”, explica a médica.

De acordo com o Ministério da Saúde, bebês nascidos com menos de 37 semanas são considerados prematuros. A prematuridade é uma das principais causas de mortalidade infantil antes dos 5 anos em todo o mundo. Segundo a Fiocruz, 11,5% dos partos realizados no Brasil são de bebês prematuras, o que coloca o país em 10º lugar no ranking, afetando aproximadamente 340 mil famílias por ano. Prestes a completar 6 meses, Enzo está cercado de amor da família. Ele está dentro do quadro de desenvolvimento de um bebê prematuro e segue evoluindo.

Fonte: JP Notícias