Ele acusa o uruguaio Álvaro González de ter sido ‘racista’ no jogo entre PSG e Olympique. Neymar acabou expulso por ter dado um soco em González

A volta de Neymar aos campos após se livrar do coronavírus não foi cheia de comemorações como os amantes de futebol esperavam. Durante o jogo do Paris Saint-Germain contra o Olympique de Marselha neste domingo (13), o atacante foi xingado de “macaco filho da p*ta” pelo rival espanhol Álvaro González e, mais tarde, foi expulso após dar um “cascudo” nele em uma confusão.

Aos 36 minutos do primeiro tempo, o brasileiro reclamou dos insultos do adversário, sinalizando aos juízes que havia sofrido racismo. “Racismo não. Racismo aqui, não”, esbravejou o camisa 10 na lateral do campo, enquanto o árbitro Jérôme Brisard tentava apaziguar os ânimos.

De acordo com a “ESPN Brasil”, ao mesmo tempo, González cobrava ajuda do VAR por um suposto cuspe que havia levado de Di María. O argentino do PSG também chegou a falar sobre a declaração racista que havia escutado em um determinado momento. O VAR não acusou nada ao juiz e a partida continuou, mas Neymar fez questão de sinalizar o racismo várias vezes.

Mais tarde, ao final do segundo tempo, houve uma confusão generalizada em campo. Neste momento, Neymar voltou a discutir com o rival espanhol e acabou dando um tapa na cabeça do zagueiro. A arbitragem viu a agressão e expulsou o brasileiro, que saiu da partida novamente acusando González de racismo.

“Porque ele é racista”, foi possível ouvir o camisa 10 dizendo, antes de ir para o vestiário

Pouco após sair de campo, Neymar usou as redes sociais para se pronunciar. Ele se mostrou indignado com a situação e questionou qual seria a consequência para González. “Único arrependimento que tenho é por não ter dado na cara desse babaca”, disparou ele, inicialmente.

Alguns minutos depois, o jogador deu mais detalhes do caso. “VAR pegar a minha ‘agressão’ é mole… Agora eu quero ver pegar a imagem do racista me chamando de ‘MONO HIJO DE P*TA’ (macaco filha da p*ta)… isso eu quero ver! E aí? CARRETILHA você me pune, CASCUDO sou expulso. E eles? E aí ?”, questionou.

A irmã do astro, Rafaella Santos, que estava assistindo ao jogo, também se manifestou. “Vitórias e derrotas a gente aprendeu a lidar com o Juninho desde que ele é muito novinho, eu mais ainda porque sou mais nova que ele. Ele me ensinou que faz parte!”, iniciou a influencer. “Cresci assim, entre choros de derrotas e lágrimas das vitórias. Isso eu, mesmo ficando muito nervosa nos jogos, entendo que é o esporte”, resumiu ela.

“Aprendemos em todas as ocasiões, mas com racismo, não! Isso não existe consolo, não existe lágrima, existe revolta e desespero! Sentimento de frustração, de ver o que é feito e sem punição! Dia após dia fatos como hoje que ocorreram com meu irmão, ocorrem na vida e no esporte e esses criminosos seguem aí, sem punição, rindo e debochando dos seus crimes. Racismo é crime! Racismo não! Até quando”, indignou-se Rafaella.

Fonte: Hugo Gloss