Principal alimento da época natalina, peru tem aumento de 23,8%; Procon de São Paulo alerta para variação de até 124% nos valores cobrados em diferentes estabelecimentos.

Ovos, azeitona e até o panetone, a alta dos alimentos não entrou em recesso durante o Natal. Uma pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas mostrou uma alta generalizada de 11,8% no preço dos alimentos que compõem a ceia – um desafio para o orçamento de muitas famílias brasileiras que, depois de dois anos vivendo com restrições, querem se encontrar à mesa nos próximos dois dias. A maior vilã é a carne bovina, mas a estrela da ceia, o peru, não fica muito atrás, com um aumento de 23,8%. O especialista em soluções financeiras inteligentes, Enzo Ribeiro, ressalta que é preciso pesquisar muito antes de comprar.  “Nesse momento é ser um pouco mais consciente, porque a pandemia ainda não acabou. Existe ainda a possibilidade de uma próxima onda, então não vale a pena arriscar. Seja prudente, seja consciente e não saia comprando no desespero, porque hoje o maior problema do consumidor é a compra compulsiva”, pontua. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) colocou o açúcar refinado,  usado na rabanada, por exemplo , no topo da lista dos 10 alimentos que mais dispararam em 2021. Segundo o levantamento, o maracujá teve um desempenho semelhante e registrou alta de 53% nos últimos 12 meses, enquanto o limão veio um pouco mais docinho, e recuou 18%.

O chef Lázaro Pontes recomenda algumas trocas na mesa do Natal e o uso da criatividade. “Você consegue substituir um peru por um frango assado, uma farofa feita em casa, você não compra pronta, você agrega valor com seus insumos. Você consegue fazer uma salada de batata que é mais simbólica, mas ainda mais saborosa. Bacalhau é um produto que não pode faltar normalmente no final de ano, porém a gente consegue utilizar as lascas do bacalhau. Com batata, a gente já faz um bolinho de bacalhau. A gente tem a cereja, a lichia, o damasco, são frutas muito caras e a gente consegue substituir pela uva, pelo morango.  O momento cabe um pouco de criatividade, de jogo de cintura para que o consumidor consiga colocar produtos que atendam a necessidade dele de trazer fartura e prosperidade para a mesa e ainda conseguir equilibrar os custos”, explicou. O Procon de São Paulo observou diferenças de preço de até 124% de um estabelecimento para outro em alguns itens da ceia de Natal. A garrafa de 500 ml de azeite da mesma marca, por exemplo, foi encontrada por R$ 44,90 em um lugar e por R$ 19,98 em outro – diferença de R$ 24,92.

Fonte: JP Notícias