No início do dia, Carlos foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF)
O senador Hamilton Mourão, ex-vice-presidente de Jair Bolsonaro, declarou nesta segunda-feira (29) ao colunista Guilherme Amado, do Metrópoles, que o vereador Carlos Bolsonaro não possui “competência e capacidade” para estabelecer uma “Abin paralela”.
No início do dia, Carlos foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) relacionada a supostas atividades de monitoramento ilegal contra indivíduos considerados opositores aos Bolsonaro.
No dia 2 de março de 2020, Carlos Bebianno, ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência durante o governo Bolsonaro, declarou em uma entrevista ao programa Roda Viva:
“Um belo dia o Carlos me aparece com um nome de um delegado federal e de três agentes que seriam uma Abin paralela, porque ele não confiava na Abin. O general Heleno [então ministro do GSI, a quem a Abin é subordinada] foi chamado, ficou preocupado com aquilo, mas Heleno não é de confronto. A conversa acabou comigo e com o Santos Cruz [então ministro da Secretaria de Governo]. Aconselhamos ao presidente que não fizesse aquilo de maneira alguma. Muito pior que o gabinete de ódio, aquilo também seria motivo para impeachment. Depois eu saí, não sei se isso foi instalado ou não”.
A Polícia Federal (PF) levanta a suspeita de que Carlos Bolsonaro e seus aliados possam ter recebido informações de inteligência adquiridas de maneira ilegal. Essa operação é um desdobramento das buscas realizadas na última quinta-feira (25) na residência do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante a gestão Bolsonaro, o atual deputado federal e delegado da PF, Alexandre Ramagem, que mantém uma amizade próxima com Carlos Bolsonaro.







