A saída do coronel Alfredo Menezes do comando da Suframa pode colocar lenha na fogueira da disputa pela prefeitura de Manaus, que por enquanto está em banho maria.

Por várias vezes o ex-superintendente da Suframa deixou claro que pretende disputar a vaga de prefeito de Manaus, ou então concorrer como vice numa chapa apoiada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Se continuasse na Suframa, Menezes teria até o dia 4 de julho para deixar o cargo e ficar em condições de concorrer ao pleito. Mas a mexida de Bolsonaro embaralhou os planos do coronel.

Com a notícia que Menezes pode assumir nos próximos dias comando da Secretaria Nacional da Amazônia, ele ficaria numa saia justa para se desincompatibilizar até 4 de julho.

Se quiser mesmo concorrer à cadeira de prefeito, Menezes terá que abrir mão da Secretaria da Amazônia e também rejeitar a indicação feita por Bolsonaro.

Nos bastidores do poder, os adversários do coronel dizem que ele não cumpre os requisitos legais para disputar o pleito.

Segundo as regras da legislação eleitoral, os militares da ativa podem se filiar a um partido político num prazo diferenciado dos candidatos não militares.

Alfredo Menezes, que é coronel da reserva, filiou-se ao Patriotas fora do prazo de seis meses antes do pleito. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os militares da ativa não precisam filiar-se formalmente a partidos políticos antes da eleição.

O problema é que Menezes não está na ativa, por isso ele procura uma brecha na lei para garantir sua pré-candidatura.

Enquanto isso, a disputa pela cadeira de Arthur Neto começa a esquentar, com negociações de bastidores finalmente sendo reveladas à população.